Banco Daycoval e Daycoval Asset promovem Conferência Perspectivas 2020

Data: 04/04/2019






O Banco Daycoval e a Daycoval Asset Management realizaram na manhã desta quinta-feira, no Teatro Renaissance, em São Paulo, a “Conferência Daycoval – Perspectivas para o Brasil em 2020” para um público de cerca de 500 clientes, investidores, convidados e para a grande imprensa.

A Conferência contou com palestras e debates do governador do Estado de São Paulo, João Doria; do secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho; do economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil e conselheiro do Daycoval, Gustavo Franco; e do economista da SPX Capital, Beny Parnes.

A apresentação do evento e mediação do debate ficaram a cargo do jornalista do sistema BandNews de rádio e TV, Rafael Colombo, especializado em política e economia.



Nossa história
Abrindo a Conferência, o diretor Institucional, Ricardo Gelbaum, deu boas-vindas a todos os presentes contando um pouco sobre a história do Banco Daycoval e mostrando os resultados de 2018, quando o Banco comemorou seus 50 anos.

“Chegar a 50 anos de história em um ambiente extremamente competitivo como é o nosso Sistema Financeiro Nacional é digno de uma grande empresa. É digno do Banco Daycoval”, disse Gelbaum, que também falou com os presentes sobre a força do Banco nos segmentos de crédito empresarial e para pessoa física, câmbio e investimentos. “Temos produtos, temos pessoas e temos tecnologia”, complementou.

Finalizando, o diretor também falou sobre um movimento iniciado anos atrás que teve como objetivo pensar o Daycoval em 2020. “A ação, que culminou com uma grande conferência para 150 de nossos líderes na cidade de Nova York, contou com debates de ideias e muitas sugestões de nosso time que estão virando realidade a cada dia”.



Cenários para 2020
O economista Beny Parnes, da SPX Capital, deu atenção especial, em sua apresentação, a mostrar possíveis cenários para o Brasil em 2020, com ênfase ao assunto que está dominando o noticiário: a reforma da Previdência.

“A reforma da Previdência não deve ser aprovada antes do terceiro trimestre do ano e, assim mesmo, de forma diluída. Mas o Brasil é muito grande. As coisas, de uma forma ou de outra, vão caminhar”, destacou.

De acordo com o economista, o Brasil vive a recessão mais grave de toda a história. “Estamos vendo as quedas dramáticas do PIB (Produto Interno Bruto), a população está sentindo e as perspectivas de crescimento estão muito baixas. Todas as nossas revisões são para baixo e hoje trabalhamos com perspectivas de crescimento de 1,7% para 2019. Por outro lado, o País tem condições, após a aprovação da reforma, de crescer até 4% sem gerar inflação, o que permite que o Banco Central continue trabalhando com taxas reais de juros muito baixas, em torno de 2,5% acima da inflação. Este é o lado bom”, explicou.

Para Beny Parnes, a aceleração dos investimentos estrangeiros no País são uma demonstração de confiança na economia brasileira. “O fluxo cambial é muito positivo e será a primeira vez, em 20 anos, que isso não é uma fonte de preocupação”, finalizou.




Os desafios da gestão pública
O governador de São Paulo, João Doria, por sua vez mostrou um vídeo mostrando a força da economia paulista e comentou sobre o momento atual, além de reforçar a mensagem de como a gestão pública pode ser impactada pelos acontecimentos políticos e macroeconômicos mais recentes.

“Como alguém que vem do setor empresarial eu sempre tenho um viés otimista. A reforma da Previdência, por exemplo, é fundamental para o Brasil. Se não tivermos consciência de que ela mudará o ritmo do Brasil, não estaremos fazendo o nosso papel”, afirmou.

O governador de São Paulo pediu a mobilização de toda a sociedade. “É um momento importante para o Brasil. Se a reforma não for aprovada até julho deste ano teremos problemas com os 27 estados brasileiros, todos os municípios e os 210 milhões de brasileiros”, alertou.




A nova Previdência
O secretário especial da Previdência e do Trabalho, Rogério Marinho, rebateu as críticas de que a reforma da Previdência irá prejudicar justamente a faixa mais pobre da população.

Marinho explicou que no regime geral, que reúne trabalhadores celetistas, autônomos, microempresários e empregadas domésticas, há mais de 70 milhões de contribuintes, enquanto no regime próprio são 1,3 milhão de pessoas, entre servidores ativos e aposentados. “O impacto das propostas da reforma é 14 vezes maior no regime próprio. Mas como o sistema geral tem um número muito maior de pessoas, nominalmente o impacto parece maior”.

O secretário da Previdência destacou que hoje o Governo Federal tem 64% de suas despesas primárias com Previdência e Assistência Social. “Um País que gasta por ano R$ 712 bilhões com Previdência e Assistência e apenas R$ 74 bilhões com educação precisa voltar ao divã, pois está comprometendo o futuro das crianças que amanhã serão a produtividade da economia”, destacou.

Apesar da grande resistência que a reforma tem encontrado nas bancadas de oposição ao Governo Bolsonaro, o secretário mostrou-se confiante. “Nesses três meses de trabalho devo ter recebido na Secretaria de Previdência de 60 a 70 parlamentares individualmente e estive com mais de 300 visitando a Câmera Federal. Percebo que há um sentimento entre os parlamentares, ainda que tenham algumas ressalvas ao projeto, da grande necessidade de aprovação da reforma. Precisamos voltar o estado brasileiro ao seu leito original, que é servir à sociedade”, concluiu.




Momento econômico
Ex-presidente do Banco Central e integrante da equipe econômica que criou e implementou o Plano Real, em 1994, no governo Itamar Franco e com Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda, o economista Gustavo Franco lembrou que os mesmos parlamentares que hoje são as principais vozes contra a reforma da Previdência também se mobilizaram para tentar derrubar a medida provisória que criou o real.

Diziam que o plano, que acabou com a inflação e devolveu a estabilidade à economia brasileira, era contra os pobres, coisa de liberal. Estão fazendo a mesma coisa agora contra a reforma da Previdência”, afirmou.

Franco disse que a reforma da Previdência não é a salvação para o País, mas o início para que outras reformas, como a tributária, possam ser implementadas. “O Brasil primeiro tem que recuperar a saúde. Um atleta sem saúde não vai para a Olimpíada”, comparou, ressaltando que um segundo passo é a simplificação tributária, que ajudará o país não apenas a gerar mais empregos, mas também a fazer justiça social.





O evento foi encerrado com um debate entre o secretário Rogério Marinho e os economistas Gustavo Franco e Beny Parnes, comandado pelo jornalista Rafael Colombo