BM&FBOVESPA: Ibovespa se descola dos EUA e retrai 0,64%
IN Investimentos e Notícias - - HOME - 14/07/2009 - 23:22:52
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SÃO PAULO, 14 de julho de 2009 - Depois de ensaiar uma recuperação no início dos negócios, a cautela dos investidores prevaleceu na bolsa brasileira, marcando a segunda sessão consecutiva em baixa. No final dos negócios, o Ibovespa registrou contração de 0,64%, aos 48.872 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 4,81 bilhões. O desempenho das commodities no mercado internacional também influenciou o movimento. As ações preferenciais da Petrobras terminaram com desvalorização de 0,67%, cotadas a R$ 29,59. Enquanto isso, os papéis preferenciais da Gerdau e da Usiminas recuaram 1,06% e 0,42%, respectivamente. Na opinião de Anderson Rodrigues dos Santos, gerente de investimentos do Daycoval Asset, outro ponto que justifica o desempenho é a saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira. "Como a bolsa subiu muito rápido, é normal que os agentes realizem lucro no período", disse, ressaltando que não vê a bolsa retomando crescimento muito forte nos próximos meses. Ainda no âmbito doméstico, o mercado tomou conhecimento dos números do varejo. O volume das vendas no comércio varejista subiu 0,8% em maio deste ano, na comparação com o mês anterior. Destaque também para ações das companhias aéreas Gol e Tam, que encerraram a sessão entre as maiores altas do Ibovespa, com crescimento de 5,57% e 6,49%, respectivamente. Hoje, o Merrill Lynch elevou a recomendação para os ADRs de ambas as empresa, destacando o efeito positivo da apreciação do real ante o dólar para as companhias e o potencial atraente de valorização dos papéis de ambas. No cenário externo, as atenções estiveram voltadas para resultados corporativos. Hoje, o balanço melhor do que o esperado do Goldman Sachs ajudou a injetar ânimo nos principais índices norte-americanos. O banco norte-americano obteve lucro líquido de US$ 3,43 bilhões (US$ 4,93 por ação) no segundo trimestre de 2009, volume 65% maior quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já Johnson & Johnson lucrou US$ 3,20 bilhões (US$ 1,15 por ação) no segundo trimestre de 2009. Em igual período do ano anterior, a empresa registrou ganhos de US$ 3,32 bilhões (US$ 1,17 por ação), com queda de 3,6%. Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, ressaltou hoje que vê sinais da retomada de confiança no setor financeiro norte-americano e prometeu que o país adotará políticas que preservem o valor do dólar.
Dentre os destaques econômicos norte-americanos, vale ressaltar a venda no varejo. O indicador subiu 0,6% em junho de 2009, frente ao mês anterior. As vendas no varejo, exceto automóveis, por serem muito voláteis, apresentaram acréscimo de 0,3% em junho, em relação ao mês anterior. "Os números vieram melhores do que o esperado, mas o mercado não deu muita atenção para isso. Os investidores estão olhando mesmo para indicadores sobre a atividade econômica", complementa o gerente de investimentos do Daycoval Asset. Santos avaliou ainda que os mercados acionários como um todo estão mais avessos ao risco porque os agentes não sabem quando a economia mundial vai iniciar o processo de recuperação. (Déborah Costa - Agência IN) |
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