Resultados do Daycoval melhoram no trimestre

Gazeta Mercantil - SP - FINANÇAS & MERCADOS - 07/05/2009 - 02:18:15

São Paulo, 7 de Maio de 2009 - O Banco Daycoval abriu ontem a safra de balanços do primeiro trimestre das instituições de menor porte e, no que depender dos seus números, parece que o pior da crise já passou para esse segmento. O desempenho do banco melhorou substancialmente em relação ao último quarto de 2008, quando a crise se intensificou no País. O lucro líquido do Daycoval cresceu 30,8% na comparação entre os dois períodos e atingiu R$ 48 milhões. Entretanto, afetado pelo aumento no primeiro trimestre deste ano das provisões contra crédito de liquidação duvidosa, o lucro caiu 31,6% ante os R$ 70,2 milhões obtidos entre janeiro e março do ano passado.

Morris Dayan, diretor-executivo e de relações com investidores do Daycoval, considera o resultado bastante positivo e cita a melhora da margem para ilustrar o bom desempenho. "A nossa margem financeira líquida, que não sofre impacto das provisões, ficou em 12,6% este ano e no primeiro trimestre de 2008 estava em 12%." A melhora da margem, explica, foi fruto do aumento das taxas (spreads) e da estratégia do banco de focar nas operações de crédito com menores tickets e maior retorno.

Conforme Dayan, o lucro foi afetado apenas pelas provisões, cujas despesas subiram 154,9% em um ano, alcançando R$ 75,2 milhões no primeiro trimestre de 2009. Assim, o saldo total de provisionamento aumentou para R$ 218,4 milhões em março, evolução de 129,4% em 12 meses. "As provisões passaram de 4% sobre o total da carteira para 6,5%, em um ano." A inadimplência acima de 60 dias somou R$ 148 milhões, diz Dayan, ressaltando que acredita numa evolução dos índices de inadimplência no País ao longo deste final de primeiro semestre, com retração a partir da segunda metade do ano, quando estima reativação da economia.

Otimista mas conservador, Dayan espera pela melhora da atividade econômica para sair da posição de liquidez que o banco mantém desde o início da crise e retomar com mais vigor a oferta de crédito. No primeiro trimestre, a carteira da instituição fechou em R$ 3,54 bilhões, queda de 10,9% ante dezembro e de 8,5% em 12 meses. "Estamos concedendo crédito, mas com muito conservadorismo, postura que mantém o banco firme com essa crise", observa Dayan, ressaltando que prevê estabilidade neste trimestre e uma possível retomada do crescimento da carteira na segunda metade do ano. Outro destaque do balanço foi o aumento, de 6,7% em um ano e de 3,2% sobre dezembro, do volume total das captações, que somaram R$ 3,37 bilhões em março.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Iolanda Nascimento)

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